O débito com impostos acumulado por empresas que operam no território baiano atinge hoje a espantosa cifra de R$ 21,5 bilhões, aponta um estudo da Federação Nacional do Fisco (Fenafisco) divulgado durante o congresso realizado pela entidade em Costa do Sauípe. O montante atual da dívida ativa do estado, obtido em primeira mão pela Satélite, equivale a 60% da receita tributária da Bahia em 2021 – calculada em R$ 35,5 bilhões. No ranking dos dez maiores devedores, a primeira colocação é ocupada pela Petrobras. Ao todo, os impostos devidos pela estatal somam R$ 464,4 milhões. Logo abaixo, aparecem a Telemar Norte Leste (R$ 343,6 milhões) e a SNS Automóveis (R$ 229,3 milhões), ambas em recuperação judicial.
A quarta e quinta posições são ocupadas pela Nestlé e pela Sansuy, indústria que produz materiais plásticos no Polo de Camaçari e também enfrenta recuperação judicial. As duas devem, respectivamente, R$ 215,2 milhões e R$ 186 milhões em tributos.
O grupo integra a lista de grandes devedores de impostos do estado, com débitos que variam de R$ 128,8 milhões a R$ 160,9 milhões, inclui ainda duas distribuidoras de combustíveis, Petróleo do Valle e Bomm Petro, a TIM Nordeste, a fábrica de laticínios Palmeira dos Índios e a Cable Bahia, operadora de TV por assinatura. Juntas, a dívida das dez maiores empresas no ranking totaliza cerca de R$ 2,1 bilhões, aproximadamente 10% do calote tributário na Bahia, de acordo com o levantamento da Fenafisco com base em dados oficiais obtidos junto às secretarias da Fazenda nos estados.
Correio da Bahia.