
O julgamento do policial militar Cleomário de Jesus Figueiredo foi encerrado por volta de 00h40, na última quarta-feira (24), no Fórum Ruy Barbosa, em Itabuna. O réu foi condenado a 14 anos e 3 meses de prisão por homicídio qualificado pela morte do delegado José Carlos Mastique de Castro Filho. Logo após a leitura da sentença, o PM deixou o plenário na condição de custodiado, iniciando imediatamente o cumprimento da pena.
O policial militar será encaminhado inicialmente ao 15º Batalhão e, posteriormente, será transferido para o Batalhão de Choque, em Salvador. O julgamento foi acompanhado por representantes de entidades da segurança pública, dentre eles os diretores do Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (Sindpoc), Roberto Cerqueira e Jandira Isabel, além do presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia da Bahia (Adpeb), Jesus Pablo Barbosa.
O júri popular foi presidido pelo juiz Renato Alves Cavichiolo, atraindo grande presença de profissionais da segurança pública. O caso remonta a abril de 2019, quando uma intervenção policial, iniciada após uma discussão entre um casal nas proximidades de um posto de combustíveis, terminou em confronto entre o delegado e o policial militar.
Segundo as investigações, durante a abordagem, houve um desentendimento e, mesmo após o delegado ter entregue uma arma e se afastado, um movimento posterior foi interpretado como tentativa de sacar outro armamento, momento em que ele foi baleado. Socorrido, José Carlos Mastique não resistiu. A morte causou forte comoção na Bahia; o delegado tinha trajetória iniciada em 1998 na Polícia Civil e, à época, estava lotado em Salvador, onde deixou um filho.
Texto do SINDPOC-BA.









